EMBIRA
Daphnopsis racemosa Griseb.
Angiosperma
Família: Thymelaeaceae
Nome popular: embira, embira-branca, embira-tinga ou embirade-sapo
Nativa.
Ocorrência: Nordeste (Bahia, Pernambuco), Centro-oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).
Características: A palavra embira tem origem tupi guarani e seu significado quer dizer “árvore da casca fibrosa e branca”. É uma árvore de pequeno porte natural da Mata Atlântica e de florestas semidecíduas (ou seja, que perdem as folhas em determinada época do ano). Suas folhas são simples e inteiras, com formato oblanceolada, ou seja, forma de lança invertida, com ápice voltado para baixo. As flores são unissexuais, ou seja, possuem sexo separado, assim uma árvore produz flores masculinas e outra, flores femininas. Nascem em formato de cachos. E seus frutos são drupas, ou seja, carnosos, com apenas uma semente. Também são pequenos, com aproximadamente dois centímetros de comprimento. Apesar de ser pequena, a fruta possui uma camada de polpa branca. O sabor é doce, entretanto, tem o final meio amargo.
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Aspectos Ecológicos: A embira pode ser utilizada em projetos de paisagismo, pois atrai as aves que se alimentam de seus frutos. Por ser relativamente pequena, também é utilizada na arborização de meios urbanos. A madeira da planta possui pouca durabilidade, por isso é bastante utilizada para lenha. Entretanto, a casca fornece uma fibra muito forte. Algumas populações regionais utilizam essa fibra na fabricação de cordas, que são bastante resistentes. Para utilizar a fibra é necessário retirar a entrecasca do caule. Assim, ela pode ser produzida de duas formas: verde e curtida (quando é preparada deixando secar no sol).
Importância Econômica: A espécie floresce entre julho e setembro, e frutifica entre os meses de outubro e dezembro. A polinização ocorre por anemofilia (vento), e a dispersão por zoocoria (aves).