As Briófitas são plantas que geralmente passam despercebidas no nosso cotidiano. Você se lembra qual foi a última vez que visualizou uma??? Isso acontece, pois uma de suas características é exatamente ter um tamanho muito pequeno, com muitas estruturas quase invisíveis ao olho nú. Mas saiba que ao contrário de seu tamanho, as Briófitas possuem grande importância para o Planeta, estando presente em todos os biomas terrestres (SCHOFIELD, 1985), sendo consideradas pioneiras na passagem do ambiente aquático para o ambiente terrestre (BORDIM & YANO, 2009).
Exatamente por serem tão importantes para todo meio ambiente, vamos aqui conhecer um pouco desse grupo de plantas que de insignificante não possuem nem o tamanho.
As Briófitas são plantas avasculares, que crescem preferencialmente em locais úmidos, já que necessitam de água para a mobilidade dos gametas masculinos flagelados (anterozoides) durante o processo de fecundação (COSTA & LUIZI-PONZO, 2010). A fase de vida dominante das briófitas é o gametófito que pode ser folhoso (possui rizoide, caulídeo e filídeo). O esporófito é a fase de vida que cresce sobre o gametófito (Imagem A e B).
As hepáticas (Marchantiophyta), os musgos (Bryophyta) e os antóceros (Anthocerotophyta), são os três grupos que constituem as Briófitas. No CaVG tem espécies dos três grupos, sendo que a maior diversidade é de musgos.
Esses três grupos apresentam características próprias, como podemos observar a seguir.
Hepáticas: o gametófito pode ser folhoso (a grande maioria) ou taloso (a minoria).
Musgos: possuem como característica gametófitos folhosos, com caulídeo evidente no qual estão dispostos os filídios de forma espiralada; o esporófito apresenta uma seta que possui uma cápsula em sua extremidade, onde são produzidos os esporos.
Antóceros: possuem um gametófito taloso, que pode ser brilhoso, e com formato de uma roseta (arredondado), sobre esse se desenvolve o esporófito que é alongado e verde.





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